Abertura de empresa

Taxas para abrir empresa em São Paulo: como conferir cada cobrança em 2026

A abertura pode ter honorários gratuitos e ainda exigir pagamentos a órgãos públicos. O guia separa cada camada, mostra exemplos da tabela da JUCESP para 2026 e ensina a conferir a cobrança antes de pagar.

Por Equipe Start Company · Atualizado em 2026-08-31

Mapa estilizado de São Paulo conectado a uma guia DARE e a cartões que separam registro, licenciamento e custos externos

Uma abertura com honorários gratuitos não significa que todos os atos públicos e itens externos custem zero. Em São Paulo, uma empresa mercantil pode ter emolumento de registro na JUCESP, recolhido por DARE. Dependendo da atividade e do endereço, também podem existir exigências de licenciamento ou despesas com itens necessários à operação. A pergunta correta, portanto, é: "quem cobra, por qual ato e em qual etapa?".

Na Start, a decisão comercial vigente é não cobrar pelo serviço de abertura. O cliente continua responsável pelas taxas governamentais obrigatórias e pelos custos externos que efetivamente se apliquem ao caso. Isso precisa aparecer discriminado antes do pagamento. O guia sobre abertura gratuita, listado ao final, detalha essa fronteira.

Este guia tem um recorte claro: empresas abertas no estado de São Paulo em 2026. Os valores da JUCESP abaixo não devem ser usados como tabela nacional, nem como orçamento definitivo para qualquer natureza jurídica.

O processo oficial tem etapas diferentes

A REDESIM organiza a abertura em consulta de viabilidade, inscrição no CNPJ e registro, seguida da obtenção das licenças pertinentes. O DREI apresenta o percurso com uma separação ainda mais explícita: viabilidade, obtenção do CNPJ, registro da empresa, inscrições tributárias e licenciamento.

Essa divisão ajuda a entender uma tela de pagamento. Uma guia pode estar ligada ao arquivamento do ato constitutivo, enquanto outra cobrança pode vir de um município ou de um órgão licenciador. O fato de tudo aparecer no mesmo protocolo não transforma cobranças diferentes em um único preço do CNPJ.

Em São Paulo, o VRE REDESIM integra dados de viabilidade, registro, inscrições e licenciamento. A integração facilita o caminho, mas não elimina a necessidade de identificar o órgão, o ato e a cobrança de cada etapa.

1. Consulta prévia de viabilidade

A viabilidade verifica dois pontos: se a atividade pode funcionar no endereço informado e se o nome empresarial pretendido colide com outro já registrado. Em São Paulo, a consulta é feita pelo integrador estadual indicado pela REDESIM.

Vale resolver essa etapa antes de assumir um imóvel. A própria REDESIM alerta que a aprovação do endereço é condição para obter o alvará de funcionamento e recomenda não comprar nem alugar o local antes do resultado.

Para quem trabalha de casa ou pretende contratar um endereço fiscal, isso muda a ordem das decisões. Primeiro vêm atividade, forma de atuação e regra local. Só depois faz sentido fechar o endereço. A página de endereço fiscal da Start, listada ao final, ajuda na organização, mas a viabilidade continua dependendo da atividade e do município.

2. CNPJ e dados cadastrais

Depois da viabilidade, o solicitante informa os dados da pessoa jurídica para a inscrição no CNPJ e para o registro. O cadastro federal e o arquivamento do ato empresarial aparecem conectados no fluxo, mas continuam sendo atos identificáveis.

Por isso, não aceite uma linha genérica chamada apenas de taxa de CNPJ. Peça o nome do órgão, o tipo de documento, o código da receita e o ato que será praticado. Se a cobrança for da JUCESP, ela deve corresponder à tabela da Junta e ao tipo de registro solicitado.

O órgão de registro também depende da natureza do caso. No VRE REDESIM, podem aparecer a Junta Comercial, um Cartório de Registro Civil de Pessoa Jurídica ou a OAB. A tabela da JUCESP só responde pelos atos da própria Junta.

3. Registro do ato constitutivo

O registro é o arquivamento do documento que constitui a pessoa jurídica. No integrador paulista, o órgão competente pode ser a Junta Comercial, um Cartório de Registro Civil de Pessoa Jurídica ou a OAB, conforme a natureza do caso.

Essa diferença importa porque a tabela da JUCESP só responde pelos atos da própria Junta. Uma sociedade sujeita a outro órgão de registro precisa consultar a tabela e as regras daquele órgão.

Copiar o valor de uma limitada mercantil para qualquer profissional liberal produz um orçamento aparentemente preciso, mas errado. A natureza jurídica precisa ser confirmada antes de usar qualquer valor da tabela.

4. Inscrições e licenciamento

O licenciamento vem depois dos documentos, do registro e das inscrições tributárias. Nessa etapa, os órgãos avaliam requisitos que podem envolver vigilância sanitária, controle ambiental e prevenção contra incêndio, além de outras condições previstas para a atividade.

Nem toda empresa enfrenta a mesma combinação. CNAE, forma de atuação, endereço, município, porte e grau de risco interferem no caminho. O resultado pode incluir licença, dispensa ou exigência de informação adicional, conforme o caso concreto.

A Lei da REDESIM exige que os órgãos envolvidos mantenham gratuitamente informações, orientações e instrumentos para pesquisas prévias sobre registro, inscrição, licenciamento e autorizações de funcionamento. Isso ajuda o empreendedor a consultar requisitos antes de protocolar e pagar, mas não torna todos os atos gratuitos.

Quanto a JUCESP cobra em 2026

A Portaria JUCESP nº 146 aprovou a tabela de 2026 e determinou que os emolumentos sejam recolhidos por DARE, código 370-0. A mesma portaria vale de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026 e vincula os valores à UFESP do ano.

Estes são exemplos úteis para aberturas comuns. Eles mostram o preço público do ato registral descrito, não o custo total da abertura em São Paulo.

  • Inscrição inicial de Empresário: R$ 120,25 no valor geral e R$ 94,90 para empresa enquadrada como ME ou EPP.
  • Contrato social de sociedade empresária, exceto sociedade por ações: R$ 273,55 no valor geral e R$ 218,99 para empresa enquadrada como ME ou EPP.
  • O enquadramento como ME ou EPP e a natureza jurídica precisam estar corretos no protocolo. A coluna menor não é um desconto que se escolhe na hora de pagar.
  • Não some um desses números a qualquer licença e publique o resultado como custo para abrir empresa em São Paulo. A tabela cobre o ato registral descrito.
Os valores da JUCESP são exemplos da tabela paulista vigente em 2026. Confirme ato, natureza jurídica e enquadramento no protocolo antes do pagamento.

O que é a DARE da abertura

DARE é o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais. Na tabela de 2026, a JUCESP informa o código 370-0 para os seus emolumentos. Quando essa guia aparece no processo de uma empresa mercantil paulista, ela deve estar ligada ao ato registral indicado no protocolo.

Antes de pagar, compare a guia com o protocolo e com a tabela oficial. Se houver divergência, interrompa o pagamento até esclarecer a origem e a finalidade da cobrança.

O portal VRE REDESIM informa que a compensação da DARE no módulo de registro costuma levar cerca de 30 minutos, mas pode chegar a três dias, conforme a instituição bancária. Uma demora dentro desse intervalo não justifica emitir outra guia sem antes conferir o protocolo.

  • O emissor e o beneficiário pertencem ao fluxo oficial.
  • O código da receita corresponde ao ato.
  • O valor bate com a natureza jurídica e o enquadramento informados.
  • A guia ainda está válida.
  • O protocolo é o mesmo que está sendo acompanhado.
  • Não há uma segunda cobrança pelo mesmo ato.

Emolumento de registro

Emolumento é o preço público do ato praticado pelo órgão de registro. O DREI mantém uma área específica chamada Preço público cobrado para o registro e direciona para as tabelas oficiais.

Em São Paulo, para os atos da Junta Comercial, a referência de 2026 é a Portaria JUCESP nº 146. Se o ato for de cartório ou OAB, a tabela da Junta não responde pelo valor.

Licença, alvará ou taxa municipal

É uma cobrança vinculada à autorização ou fiscalização local, quando prevista para aquela atividade e endereço. O licenciamento confirma se o negócio atende às normas aplicáveis e ocorre depois da obtenção do CNPJ.

Não há um valor municipal único para todo o estado. Uma empresa do Grande ABC deve conferir a prefeitura do município onde funcionará, além do VRE REDESIM. Se alguém apresentar uma taxa de alvará de São Paulo sem dizer a cidade, o CNAE e o tipo de licença, ainda falta informação para validar a cobrança.

Antes de pagar, registre qual órgão cobra, qual licença está sendo emitida e qual fato do seu caso gera a obrigação.

Item externo necessário ao caso

Certificado digital, reconhecimento ou emissão de documentos, endereço fiscal e outros recursos podem entrar no orçamento, mas não devem ser apresentados como taxa do governo. Alguns serão necessários em um processo específico; outros são escolhas operacionais.

A forma honesta de apresentar esses itens é dizer o fornecedor, a finalidade e se são obrigatórios para aquele protocolo. Por exemplo, a página de certificado digital da Start, listada ao final, descreve uma oferta própria. Esse valor não deve ser misturado à DARE nem escondido sob o rótulo de taxa pública.

Custo recorrente depois da abertura

Contabilidade, tributos mensais, folha, software e manutenção da operação pertencem à vida da empresa depois da constituição. Eles precisam entrar no planejamento financeiro, mas não no subtotal de taxas do ato de abertura.

Na prática, vale montar duas planilhas: uma para formalizar a empresa e outra para mantê-la funcionando. A página de contabilidade PJ da Start, listada ao final, reúne abertura e rotina mensal sem apagar essa separação.

Como chegar ao orçamento do seu caso

Um orçamento confiável começa com seis respostas:

Com isso em mãos, separe o orçamento por coluna. Se uma cobrança não cabe em nenhuma coluna, não pague com base apenas em um print. Peça o documento oficial ou o link da tabela vigente.

  • Qual será a natureza jurídica?
  • A empresa será enquadrada como ME ou EPP?
  • Qual órgão registrará o ato: Junta, cartório ou OAB?
  • Em qual município ficará o estabelecimento?
  • Quais CNAEs e formas de atuação serão informados?
  • Quais licenças ou itens externos foram confirmados como necessários?
  • Serviço profissional: escopo contratado e honorário.
  • Registro público: órgão, ato, guia, código e valor.
  • Licenciamento: órgão municipal ou estadual, licença e valor.
  • Custo externo: fornecedor, finalidade e obrigatoriedade.
  • Recorrência: tributo, contabilidade ou ferramenta após a abertura.

Dois exemplos sem inventar um total

Suponha que o protocolo indique sociedade empresária limitada, registro na JUCESP e enquadramento como ME ou EPP. O ato de contrato social aparece na tabela de 2026 por R$ 218,99. Esse número responde ao registro na Junta, não ao orçamento completo.

Ainda faltam a viabilidade do endereço e o resultado do licenciamento. Se a atividade for exercida remotamente, isso não elimina a consulta: o município ainda precisa avaliar atividade, endereço e forma de atuação.

Em outra situação, a natureza jurídica pode direcionar o registro para cartório ou OAB. Nesse caso, usar R$ 218,99 ou R$ 273,55 como estimativa seria inadequado. A tabela aplicável é a do órgão competente para aquele ato.

Os exemplos mostram por que um preço único costuma enganar. A natureza jurídica muda o órgão e o valor; a atividade e o endereço mudam a etapa de licenciamento.

MEI segue outro caminho

A REDESIM informa que a inscrição do MEI não é feita no fluxo geral de abertura de CNPJ. O Portal do Empreendedor declara que a formalização do MEI é gratuita.

Isso não autoriza tratar qualquer empresa pequena como MEI. Atividade permitida, condições de elegibilidade e limites do regime precisam ser verificados no canal oficial. Se o caso realmente for MEI, não use a tabela de constituição de sociedade limitada da JUCESP para justificar uma cobrança de abertura.

A gratuidade da formalização também não apaga os tributos mensais posteriores indicados no Portal do Empreendedor. A condição de MEI precisa ser confirmada para a atividade e para a situação da pessoa.

Checklist antes de pagar qualquer guia

Use esta sequência para transformar uma cobrança genérica em um item verificável. Guarde guia, comprovante e despacho no dossiê da empresa. Se houver exigência, verifique o protocolo antes de emitir novo pagamento.

A Start pode organizar esse percurso e mostrar o que pertence ao serviço e o que será pago fora dele. Para conversar sobre abertura de CNPJ dentro da jornada contábil, comece com atividade, cidade e forma de atuação. Não envie documento pessoal completo no primeiro contato; a política de privacidade, listada ao final, explica como os dados entram no atendimento.

  • Confirme a natureza jurídica e o órgão de registro.
  • Consulte a viabilidade antes de comprometer o endereço.
  • Abra a tabela oficial do ano e do estado corretos.
  • Confira ato, enquadramento, código de receita e valor.
  • Identifique separadamente taxa pública, licença, honorário e item externo.
  • Valide o protocolo no portal oficial.
  • Guarde guia, comprovante e despacho no dossiê da empresa.
  • Se houver exigência, verifique o protocolo antes de emitir novo pagamento.
  • Peça uma nova discriminação se o documento trouxer apenas taxa de abertura.

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Perguntas frequentes

Se o serviço de abertura é gratuito, por que recebi uma DARE?

Porque a DARE pode ser o recolhimento de um ato registral da JUCESP. Em 2026, a Junta usa o código 370-0 para os emolumentos da sua tabela. Isso não é honorário da Start. Confirme o ato, a natureza jurídica e o enquadramento antes do pagamento.

Existe uma taxa única para abrir empresa em São Paulo?

Não há um total único sustentado pelas fontes consultadas. A JUCESP publica preços por ato, enquanto viabilidade e licenciamento dependem do caso e do município. Um orçamento final precisa identificar todas as camadas.

O valor da limitada em 2026 é R$ 218,99 ou R$ 273,55?

A tabela da JUCESP informa R$ 218,99 para sociedade empresária, exceto por ações, enquadrada como ME ou EPP, e R$ 273,55 no valor geral. O protocolo precisa comprovar qual enquadramento se aplica. Esses valores cobrem o ato registral da Junta, não o custo total da abertura.

A viabilidade é só uma consulta de nome?

Não. Ela também verifica com o município se as atividades podem ser exercidas no endereço escolhido. Resolver apenas o nome empresarial deixa de fora uma parte decisiva da análise.

O licenciamento termina quando o CNPJ é emitido?

Não necessariamente. As fontes oficiais tratam o licenciamento como etapa posterior ao registro, às inscrições e à obtenção do CNPJ. As exigências concretas variam conforme atividade, local e risco.

A formalização do MEI usa a tabela da JUCESP?

Não. A REDESIM informa que a inscrição do MEI não é feita no fluxo geral de abertura de CNPJ, e o Portal do Empreendedor informa que a formalização é gratuita. Confirme atividade e condições de elegibilidade no canal oficial antes de aplicar essa exceção.

Fontes consultadas

Próxima revisão prevista para 2026-11-30.

  1. Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Portal Empresas & Negócios: Abrir CNPJ
  2. Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Portal Empresas & Negócios: Consulta Prévia de Viabilidade
  3. Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Portal Empresas & Negócios: Licenciamento
  4. Junta Comercial do Estado de São Paulo, publicada no Diário Oficial do Estado: Portaria JUCESP nº 146, tabela de preços de 2026
  5. Governo do Estado de São Paulo, Integrador Estadual VRE REDESIM: Perguntas frequentes do VRE REDESIM SP
  6. Portal do Empreendedor, Governo Federal: Custo da formalização do MEI
  7. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos: Lei nº 11.598/2007, texto consolidado
  8. Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração, Portal Empresas & Negócios: Quero registrar minha empresa

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